Estádios avançam, mas mobilidade segue em marcha lenta

Posted: April 5, 2013 in Uncategorized

Nos últimos 15 dias, o Portal 2014 publicou doze reportagens com análises e balanços dos preparativos das cidades-sede para a Copa das Confederações de 2013 e para a Copa do Mundo de 2014.

De forma geral, as matérias evidenciam que os estádios estarão prontos dentro do prazo, mas revelam também os atrasos nas obras de mobilidade urbana e de aeroportos. Enfim, a 434 dias da Copa de 2014, o tão esperado legado ainda é uma miragem.

Confira um resumo da situação em cada cidade-sede:

Belo Horizonte
Estádio pronto desde dezembro, mas apenas uma obra de mobilidade urbana entregue para a Copa das Confederações. O governo municipal prometia outras obras prontas até maio, mas os vários BRTs previstos somente estarão funcionando em 2014. No aeroporto de Confins, um dos projetos foi trocado por um terminal remoto, uma vez que o empreendimento será entregue à iniciativa privada. 

Brasília
A capital federal não terá mais o VLT, grande projeto de mobilidade urbana para a Copa, mas espera compensar a situação com a duplicação da rodovia DF-407, que dá acesso ao aeroporto. O Juscelino Kubitschek, por sinal, já teve obras inauguradas pela Infraero e segue firme. O Estádio Nacional Mané Garrincha ainda preocupa: precisa concluir os 6% finais da obra em poucas semanas.

Cuiabá
Estádio que menos avançou no último ano de 2012, a Arena Pantanal tira o sono até mesmo dos auditores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, que verificaram atrasos na obra do estádio e em outras intervenções na mobilidade urbana de Cuiabá. O projeto que mais exige atenção é o VLT, com 22% das obras concluídas a menos de um ano do prazo de entrega.

Curitiba
A despeito de contar com um moderno e consolidado sistema de transportes, Curitiba não vem cumprindo com a promessa de realizar todas as suas melhorias em mobilidade urbana para a Copa. Duas das cinco obras sequer começaram. Já a Arena da Baixada precisa correr contra o tempo para ser entregue até o fim do ano.

Fortaleza
A capital do Ceará se destacou pela agilidade, ao entregar o primeiro estádio pronto para a Copa, o Castelão. Agora, no entanto, os desafios são outros: concluir as obras de mobilidade, como os BRTs e o VLT Parangaba-Mucuripe, e terminar a reforma no aeroporto Pinto Martins em tempo hábil. 

Manaus
Depois de desistir dos projetos de mobilidade urbana para a Copa, Manaus voltou as atenções para a Arena da Amazônia, um dos estádios mais atrasados da Copa de 2014, e para as reformas no aeroporto Eduardo Gomes. Em ambos os casos, as obras passam da casa dos 55%. O estádio ainda preocupa, mas avanços recentes dão conta de que a construção da futurista arena da Copa deve deslanchar.

Natal
Concluir a construção da Arena das Dunas não é a única dor de cabeça dos organizadores da Copa em Natal. O moderno aeroporto de São Gonçalo do Amarante, projetado para ser um dos maiores do mundo, pode não ficar pronto para a Copa. Não bastasse isso, as obras de mobilidade na capital potiguar enfrentam atraso e uma delas, uma obra viária, foi excluída da Matriz de Responsabilidades de 2014.   

Porto Alegre
O Beira-Rio vem impressionando, e se consolida com um dos maiores avanços recentes entre os estádios da Copa. Ritmo semelhante ganhou o pacote de mobilidade urbana da cidade, com todas as dez obras dentro do cronograma. Em contraste a isso, o aeroporto Salgado Filho ainda não decolou as reformas prometidas para 2014. 

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