Aos trancos e barrancos, Rio vai cumprindo os prazos da Copa

Posted: April 5, 2013 in Uncategorized

O clima no Maracanã já foi de pessimismo, com greves de operários e sucessivos atrasos no cronograma de obras nos últimos meses. Pressionado pela Fifa, o governo fluminense agora parece ter encontrado o rumo certo para concluir as obras do estádio a tempo da Copa das Confederações. 

Pela última medição da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), divulgada ontem (2), a arena está com 95% das obras finalizadas, faltando cerca de 20 dias para o primeiro jogo previsto no calendário de testes da Fifa. 

 

Empregando 6,7 mil operários no canteiro, de longe o maior contingente em uma obra da Copa, o consórcio construtor formado pelas empresas Odebrecht e Andrade Gutierrez sabe que não há tempo a perder. No momento, a cobertura está 80% pronta e mais de 40 mil assentos foram colocados. A marcação do gramado e a instalação das traves deve acontecer na próxima semana, bem como a montagem final dos telões –são quatro ao todo, com 98 metros quadrados cada um.

O novo Maracanã deve ser concluído no dia 27 de abril, a tempo do jogo-teste entre os amigos de Ronaldo e de Bebeto. Uma outra partida experimental, ainda sem equipes definidas, deve acontecer no início de maio.

A data, no entanto, foi esticada em pelo menos três oportunidades. Mesmo sob reprovação da Fifa, em nenhum momento o estádio das finais da Copa das Confederações e da Copa do Mundo correu sério risco de ser excluído. 

A entrega das chaves do estádio à entidade acontece apenas no dia 24 de maio, a poucos dias da estreia do Rio na Copa das Confederações, com México e Itália. Neste meio tempo, ainda há espaço para uma partida amistosa entre Brasil e Inglaterra, naquele que será o primeiro jogo oficial do novo palco, no dia 2 de junho.

Porém, nem tudo é alegria no Maracanã. Episódios recentes, como a expulsão dos índios que habitavam o prédio desativado do Museu do Índio, adjunto à arena fluminense (o espaço dará lugar a um novo museu) e a remoção de dois complexos esportivos reconhecidos e fundamentais para a preparação de atletas para os Jogos Olímpicos de 2016, o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, também anexos, causaram indignação em parcela da população.

 

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