Archive for April, 2013

O Vasco não pretende medir esforços para formar uma equipe competitiva para a disputa do Campeonato Brasileiro. Mesmo em meio a dificuldades financeiras, o clube entende que é necessária a chegada de um jogador de peso, que devolva a autoestima ao time. E o nome escolhido é o do argentino Pablo Aimar, o grande sonho da diretoria cruz-maltina. Aos 33 anos, o meia está desde 2008 no Benfica, de Portugal, e seu contrato se encerra ao fim da atual temporada europeia. Por isso, ele poderia se transferir sem custos para São Januário, mas somente em julho. O clube já iniciou os contatos com o atleta e seu representante.

Embora seja um ídolo da torcida do Benfica, o camisa 10 tem uma passagem de altos e baixos pelo clube. Em cinco temporadas, disputou quase 200 partidas e conquistou um Campeonato Português e quatro Taças da Liga. No entanto, sofreu com muitas lesões, que o impediram de ter uma grande sequência como titular. Atualmente, a equipe de Lisboa lidera o campeonato nacional com quatro pontos à frente do Porto, restando três rodadas para o fim. Além disso, no próximo dia 26, disputa a final da Taça de Portugal contra o Vitória de Guimarães.

No Vasco, o nome de Pablo Aimar teve a aprovação de dois profundos conhecedores do futebol português: o diretor técnico Ricardo Gomes, zagueiro do Benfica de 1988 a 1991; e o técnico Paulo Autuori, que trabalhou no país por mais de dez anos e comandou quatro equipes diferentes – uma delas o Benfica, na temporada 1996/97. O Cruz-Maltino ainda trata o assunto com sigilo, principalmente quanto ao formato da negociação. A ideia inicial é que a Penalty, fornecedora de material esportivo do clube, ajude o Vasco a pagar os salários do argentino. No entanto, o diretor executivo René Simões preferiu não se estender sobre o assunto.

– Prefiro não falar sobre isso. No início do ano perdemos jogadores porque tiveram os nomes divulgados antes da hora.

Pablo Aimar é considerado um dos maiores talentos do futebol da Argentina. O meia é formado pelo River Plate – que sonha com seu retorno em 2013 – e tem uma passagem marcante pelo futebol europeu. Antes de chegar ao Benfica, o meia defendeu o Valencia, pelo qual conquistou dois títulos do Campeonato Espanhol e um da Copa da Uefa, e o Zaragoza.

Outro nome pensado pela diretoria foi do também argentino Lucho González, de 32 anos. No entanto, trata-se de uma missão bem mais complicada, já que o apoiador tem mais um ano de contrato com o Porto, de Portugal.

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A construção da Arena Corinthians deve ganhar mais fôlego nas próximas semanas. Segundo informações do colunista da “Veja”, Lauro Jardim, o Corinthians chegou a um acordo com a Caixa Econômica Federal. O banco seria o agente repassador dos R$ 400 milhões da linha ProCopa Arenas, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com a coluna, as partes se acertaram na última sexta-feira (26) e o anúncio será feito nos próximos dias. O empréstimo do BNDES estava aprovado, mas ainda esperava pela contratação. As negociações com o banco repassador seguiam em andamento desde o ano passado. A taxa cobrada pelos bancos, no entanto, travavam a operação.

O Banco do Brasil e a Sociedade de Propósitos Específicos (SPE) criada pela Odebrecht para captar os recursos da Arena Corinthians não chegaram a um acordo, pois uma taxa de cerca de 5% do valor do financiamento, cobrada para assumir os riscos da operação, seria cobrada pelo BB. Na ocasião, nem Odebrecht e nem Corinthians quiseram arcar com a despesa. 

A Arena Corinthians também espera pela liberação total dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento, os CIDs, incentivos fiscais para a região leste da capital paulista, que são emitidos pela Prefeitura de São Paulo. Do total de R$ 420 milhões, ainda faltam R$ 264 milhões. A primeira parte do CIDs, de R$ 156 milhões, foi liberada no começo de abril. Até então, a Odebrecht arcou com os gastos da construção do estádio. A construtora realizou dois empréstimos-ponte.

As obras chegaram à marca de 70% de conclusão há três semanas. A obra está a oito meses da data prevista para a entrega. O estádio custará, ao todo, mais de R$ 820 milhões –incluindo as instalações temporárias. Na Copa do Mundo, o local será palco de seis partidas, incluindo a partida de abertura, no dia 12 de junho de 2014.

O plantio do novo gramado do estádio Mané Garrincha será concluído na próxima quarta-feira (1º), a apenas 17 dias da inauguração. É o que garante o governo do Distrito Federal. 

Os rolos de grama chegaram ao canteiro de obras no último sábado (27), às 17h. A primeira instalação, segundo o GDF, ocorreu logo após a entrega, ainda no período da noite.

“Esse processo acontece sobre uma área com toda drenagem, toda nivelada, com solo compactado e irrigação pronta”, disse Claudio Monteiro, secretário Extraordinário da Copa.

O curto prazo não assusta os organizadores. De acordo com Maruska Lima, diretora de Obras Especiais da Novacap, após a conclusão do plantio, será iniciada a manutenção do campo. É uma fase de cultivo, de semeio, de corte da grama para que, no jogo do dia 18 de maio, esteja perfeita e em condições de utilização”, disse.

Maruska afirmou também que é possível realizar uma partida no local após 10 dias do término da instalação. “Nós teremos mais de 15 dias de diferença entre a aplicação da grama e a utilização dela”, completou.

O primeiro jogo do Mané Garrincha será disputado entre os finalistas do campeonato brasiliense. No dia 26 de maio, Santos e Flamengo se enfrentam pela primeira rodada do Brasileiro. No dia 15 de junho, enfim, o estádio será palco da abertura da Copa das Confederações.

Que inauguração, Mané?

Posted: April 29, 2013 in Uncategorized

Vinte e um de abril de dois mil e treze. Data em que estava marcada a inauguração do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Mas que inauguração, Mané?

Uma semana antes, sem ao menos avisar aos membros da Fifa que viriam prestigiar a entrega do quarto estádio para a Copa das Confederações, o governo do Distrito Federal anunciou o adiamento da inauguração para o dia 18 de maio –  por conta das chuvas que prejudicaram o trabalho de drenagem e implantação do gramado do estádio.

Na última segunda-feira (22), tive a oportunidade de percorrer todas as áreas do estádio. E confesso que até agora não entendi o que o governo esperava entregar nesta data. O Estádio Nacional de Brasília está oco. Em todos os setores faltam acabamentos, instalações elétricas, hidráulicas, ar-condicionado etc. 

Não é difícil afirmar que no dia 15 de junho, abertura da Copa das Confederações, ainda não teremos um estádio completo.

No entanto, apesar do atraso e de uma aparente tranquilidade da construtora, o estádio é uma verdadeira aula de arquitetura esportiva. Seu desenho é imponente em meio à arquitetura de Niemeyer da capital federal e extremamente acolhedor para quem está em qualquer nível da arquibancada. Dentro do estádio a temperatura fica em torno de 5 graus abaixo da exterior, fruto de um projeto competente que reduz o uso de sistemas de climatização. 

De qualquer um dos 70 mil lugares é possível ter uma visão perfeita. Existe apenas um ponto cego, curiosamente em frente à sala da Fifa, de onde o presidente da entidade acompanhará a partida inaugural da Copa das Confederações.

Diferente de outros estádios, a arena de Brasília apresenta áreas de circulação amplas e sem pilares, que obstruem o fluxo das pessoas. O espaço entre as cadeiras retráteis são suficientes para passagem de pessoas, com intervalos de no máximo 25 cadeiras. O sistema de som que estava sendo testado é excelente. E o placar eletrônico pode ser visto de qualquer ponto do estádio.

O Mané Garrincha irá surpreender seus usuários: na verdade ficou claro que Brasília não terá um estádio de futebol, mas sim o maior e melhor ginásio multiuso do país. Para que não se torne um Elefante Branco, terá que buscar uma grande empresa para sua gestão. Mas o fato de não ter times com grande expressão no futebol nacional, no caso de Brasília, pode ser um ponto a seu favor, pois ali poderão ser montadas megaestruturas, sem prejudicar os times que mandarão partidas no estádio. Campeonatos de vôlei, basquete, motocross, superrampas, futebol americano, grandes shows, raves: a arena de Brasília estará preparada para tudo aquilo que o público da cidade com maior renda per capita do país queira consumir.

Mas será preciso trabalhar com planejamento sério para que o GDF prove com a prática que o investimento feito na nova arena teve a mesma visão desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, que transformou Brasília na quarta maior metrópole do país.

Arena da Baixada apresentou avanço no índice de execução das obras e atingiu 60% de conclusão. A parcial não era atualizada há pelo menos 90 dias e foi obtida com exclusividade pelo Portal 2014 junto à Secopa. O estádio será entregue à Fifa apenas em 2014.

Ontem (23), o presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, admitiu que as obras só estarão prontas no começo do ano que vem. Segundo o dirigente, o fato ocorrerá por conta da conclusão de alguns pedidos feitos pela Fifa.

“Estamos indagando o Comitê Organizador Local (COL) e a Fifa para que oficializem o quanto tempo antes eles querem as chaves do estádio”, disse Petraglia.

Os trabalhos no canteiro de obras se concentram na arquibancada superior, no setor Brasílio Itiberê, onde ocorre a instalação dos degraus pré-moldados. No total, são 736 peças, de diversos tamanhos (veja as fotos).

Segundo o primeiro cronograma, a reforma seria finalizada em julho deste ano. O prazo, depois, foi prorrogado para o início de dezembro. 

Para que as datas seja cumpridas, será preciso aumentar a velocidade dos trabalhos. O Atlético-PR começou a divulgar os índices de execução em julho de ano passado. À época, a obra estava 45% concluída. Depois de nove meses, o avanço foi de apenas 15 pontos percentuais.

As primeiras intervenções no estádio tiveram início em outubro de 2011, com a terraplenagem em um terreno anexo à arena. O local foi fechado em dezembro do mesmo ano.

A reforma da Arena da Baixada está orçada em R$ 183 milhões. O estádio receberá quatro partidas da Copa do Mundo 2014, todas válidas pela primeira fase da competição.

O Brasil deixou de arrecadar R$ 1 bilhão em impostos durante a preparação para a Copa do Mundo 2014. O montante está ligado às isenções fiscais que o país concedeu à Fifa, seus parceiros comerciais e à construção dos estádios da competição. Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, o Ministério do Esporte irá divulgar os dados em meados deste ano. 

A lei que previa isenções fiscais foi assinada em 2010, ainda no governo Lula. Na ocasião, o ex-ministro Orlando Silva afirmou que a renúncia fiscal chegaria a R$ 500 milhões. Pouco depois, o governo reviu a conta e elevou o valor para R$ 900 milhões, por conta das isenções concedidas às obras dos estádios. 

Em julho de 2011, o programa Recopa (Regime Especial de Tributação para Construção e Reforma Estádios da Copa de 2014), do governo federal, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). O Recopa funciona desonerando a contratação de serviços e compra de equipamentos de impostos como IPI, PIS/Pasep, importação e Cofins. 

Até o início deste ano, a Arena das Dunas, o Mineirão, o Maracanã, a Arena da Baixada, o Mané Garrincha, a Arena Corinthians, a Arena Pantanal e a Arena da Amazônia já haviam sido beneficiados com o programa de isenções fiscais. O estádio de Manaus, por exemplo, ficou R$ 12 milhões mais barato.

A Fifa, por sua vez, não paga impostos no Brasil, assim como fez nos outros países-sede da Copa do Mundo. De acordo com a entidade, o fato ocorre pois sua sede é localizada na Suíça. 

O custo total da Copa do Mundo, após 67 meses de preparação, atingiu R$ 25,52 bilhões. O governo previa arrecadar R$ 16 bilhões com outros impostos. O valor, contudo, foi revisto e deve ser de “apenas” R$ 10 bilhões.

O governo brasileiro divulgou ontem (21), em Turim (Itália), um balanço sobre as obras da Copa do Mundo 2014. De acordo com o documento, apenas 25% dos projetos relacionados à competição estão concluídos. Os números foram apresentados durante um evento organizado pela Fifa, cujo objetivo é atrair o interesse internacional para a Copa das Confederações.

Segundo o Ministério do Esporte, a participação tardia do governo na organização do evento contribuiu para o atual cenário. “O ponto de inflexão na preparação foi justamente quando todos decidimos nos unir e ter uma representação governamental no conselho (COL)”, disse Luís Fernandez, secretário executivo do ministério.

O representante do governo evitou citar nomes. A decisão de organizar a Copa sem o governo foi de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e ex-mandatário do Comitê Organizador Local (COL). Em março do ano passado, o governo passou a integrar o comitê.

No total, 102 projetos da Copa fazem parte da Matriz de Responsabilidades. Somente 13 obras foram entregues: três estádios –Castelão, Mineirão e Fonte Nova –, nove intervenções em aeroportos e uma de mobilidade (um viaduto no entorno da Arena Pernambuco).

A menos de 14 meses do Mundial 2014, 77 estão em andamento (44 em mobilidade, 17 em aeroportos, além de nove estádios) e 12 ainda não começaram –oito em mobilidade e quatro em aeroportos. 

Além disso, após três revisões da Matriz, seis projetos foram excluídos da lista: os monotrilhos de Manaus e São Paulo, o VLT de Brasília, o BRT da capital do Amazonas, a reestruturação de uma avenida em Natal e a ampliação da pista do aeroporto de Porto Alegre.