Tribunal aponta atrasos nos preparativos de Cuiabá para a Copa

Posted: March 23, 2013 in Uncategorized

A Copa do Mundo de 2014 se aproxima, mas a conclusão dos projetos de Cuiabá parece mais distante. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), divulgado na última segunda-feira (18/3), apontou que apenas duas das 24 obras de infraestrutura na capital mato-grossense estão prontas; somente uma cumpre o cronograma à risca e outras 21 contabilizam atrasos.

Entre as obras prontas, estão o Módulo Operacional Provisório (MOP) do aeroporto Marechal Rondon e uma das etapas do Corredor Mario Andreazzareferente à ponte duplicada. Já entre as consideradas atrasadas, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande e a Arena Pantanal, estádio que receberá quatro partidas em 2014.

O titular da secretaria da Copa em Mato Grosso (Secopa-MT), Mauricio Guimarães, admitiu os atrasos e cobrou mais agilidade na execução dos trabalhos.

“Evidente que tem de acelerar o ritmo. Evidente, também, que as fases da obra que se iniciam agora requerem ritmos e turnos diferenciados, com mais gente no canteiro de obras”, afirmou Guimarães, em entrevista coletiva na última terça-feira (19), na qual ainda garantiu que as sugestões do TCE-MT serão “avaliadas e ponderadas”.

O relatório (clique aqui para acessar) traz atualizações das obras datadas de janeiro e inclui projetos que não necessariamente têm a ver com a Copa do Mundo (não constam da Matriz de Responsabilidades da Copa), mas oferece um panorama geral sobre a preparação da capital cuiabana para 2014.

Principal obra de mobilidade, o VLT é um dos que mais preocupam. A obra, orçada em R$ 1,477 bilhão, estava 5,82% executada em janeiro, quando o previsto era que estivesse 38% concluída, de acordo com estimativa do TCE-MT. A Secretaria da Copa em Mato Grosso (Secopa-MT), por outro lado, informou que o percentual de execução era de 22% na última medição, em fevereiro, e que, portanto, o VLT se encontra dentro do prazo.

O mês de entrega da obra permanece o mesmo: março de 2014. Nos dois últimos anos, o cronograma ficou comprometido com a polêmica mudança de modal no Ministério das Cidades (alteração de BRT para VLT em 2011, com valor quase quatro vezes maior) e com os atrasos na elaboração do edital de licitação. Hoje, o sistema sobre trilhos tem quatro frentes de trabalho e emprega mais de 700 operários na obra, divididos em três turnos, tudo para recuperar o tempo perdido.

De setembro de 2012, quando a obra começou, até agora, foram realizadas as obras-de-arte: quatro trincheiras e um dos viadutos, dispostos ao longo dos 22 km de extensão do VLT, já foram iniciados. Mas a implantação da via permanente e a chegada dos primeiros trens só acontecem a partir do mês de junho.

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