Restaurante ‘no campo’, shopping e 44 lojas: o Beira-Rio além do futebol

Posted: October 3, 2012 in Uncategorized
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O colorado que hoje passa algumas provações com a reforma do Beira-Rio pode se tranquilizar. A espera vai valer a pena. É o que garante a nova empresa criada para gerir a modernização do estádio. A partir de dezembro de 2013, quando as obras chegarem ao fim, o torcedor poderá usufruir de todas as comodidades vistas nos grandes templos europeus. Mas não só eles. A transformação da nova casa colorada pretende agregar mais do que os apaixonados por futebol para conviver nos 60 mil metros quadrados do complexo.

– Queremos fazer o Beira-Rio virar um grande polo, um centro de convergência do gaúcho, não só do colorado – afirma o Executivo Chefe (CEO) da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Holding Beira-Rio S/A, a BRio, Marcelo Flores.

Aqui, um parêntese. A BRio nasce de uma parceria entre o Inter e a Andrade Gutierrez. De sugestivo nome, que agrega o estádio e também faz alusão à raça gaúcha, a empresa será responsável pela modernização do Beira-Rio e pela infraestrutura de edifício-garagem, gastronomia e serviços, incluindo shows e eventos no estádio.

Modernização Beira-Rio (Foto: Divulgação / Inter)

Restaurante dentro do estádio e 44 lojas no entorno

Dentro do Beira-Rio, o torcedor terá um restaurante panorâmico, com vista para o gramado. Além de poder fazer a sua refeição torcendo, o colorado encontrará as principais inovações. O nível 1 do estádio vai contar com 44 lojas em um shopping tematizado de serviços, entretenimentos e gastronomia.

Assim como ocorre com os skyboxes (área nobre situada na parte mais alta do estádio), o CEO aguarda contato da Fifa para determinar como será utilizado, o que ele acredita que ocorrerá até o início de dezembro. O shopping será inaugurado após a Copa do Mundo porque a entidade tem a exclusividade do espaço no período.

Beira-Rio permanecerá como centro dos eventos

As atrações do novo Beira-Rio se difundem também por conta de sua localização, garante Marcelo Flores. O estádio fica às margens do Guaíba, a sua a área útil, com mais opções de lazer, deve levar o porto-alegrense, não apenas o fã do futebol, a passar o dia no complexo e, com isso, capitalizar recursos com a publicidade e os eventos.

Modernização Beira-Rio (Foto: Divulgação / Inter)

 

Casos esses que não devem diminuir ou encerrar com a concorrência da Arena do Grêmio, futuro estádo do rival a ser inaugurado em 8 de dezembro. Oriundo do ramo do entretenimento, Flores acredita que a casa colorada leva vantagem em razão do histórico de shows recebidos – como Paul McCartney e Roger Waters -, além de estar em uma área mais próxima do centro da capital, ao contrário da nova residência azul, localizada no Bairro Humaitá, na zona norte.

– Os grandes shows já ocorrem no Beira-Rio. É lógico que depende da turnê internacional, mas o Brasil está incluído, e Porto Alegre é uma das rotas. A ideia é de que se perpetue no Beira-Rio, até pelo histórico dos produtores o conhecerem como um grande centro. Além de ficar perto do centro, em uma localização ímpar.

SPE em busca dos naming rights

Para fazer o Beira-Rio ainda mais rentável, o BRio procura no mercado empresas que desejem associar seu nome ao estádio: os naming rights. Flores trata as negociações com sigilo, sem revelar as companhias e o montante ao qual giram as cifras, mas vê o fato de ser uma das sedes do Mundial como um dos grandes trunfos da casa colorada.

Não apenas por receber as partidas. Também pelo prazo maior. Como o nome só entraria em vigor ao término da Copa, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) tem mais tempo para negociar com a corporação.

Edifício-garagem

O BRio ainda cuidará da exploração do edifício-garagem. O local, que comportará três mil vagas, ficará onde eram os antigos campos de treinamento. Deverá estar pronto em dezembro de 2013.

O colorado Flores

Flores fez carreira como diretor-geral da HSBC Arena e na área comercial de eventos do Engenhão, ambos no Rio de Janeiro. Gaúcho de Taquari, foi escolhido pela Andrade Gutierrez, empreiteira responsável pela reforma do estádio, para tocar a sua modernização tão logo foi formalizada a parceria com a direção colorada (ocorrida em 19 de março deste ano).

O colorado de 44 anos, que deixou o Rio Grande do Sul em 1988, mostra humildade ao falar sobre a sua seleção. O CEO lembra que há poucas pessoas com experiência na área e brinca com o fato de ter trabalhado em duas das arenas do Brasil, o que não impediu a empresa mineira de escolhê-lo.

– Gestor de arena, gaúcho e colorado, se você jogasse no Google, só teria a minha foto. A última arena construída foi o Engenhão. Daqui a dois anos, terá uma dúzia. É um setor muito embrionário. Não foi difícil chegar ao meu nome – minimiza.

Modernização Beira-Rio (Foto: Divulgação / Inter)

 

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