Archive for September, 2012

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, revelou neste domingo o que vinha sendo tratado como o segredo mais bem guardado do Real Madrid: os projetos para as obras de remodelação do estádio Santiago Bernabéu. As quatro maquetes foram apresentadas na assembleia de sócios madridistas.

O clube proibiu que tanto a imprensa quanto os sócios tirassem fotos, mas o jornal “Marca” divulgou em sua página na internet imagens dos projetos, que foram vistos por poucas pessoas do ciclo de Florentino. Segundo a publicação, o mandatário conseguiu o efeito desejado, deixando os adversários políticos de boca aberta.Santiago Bernabéu projeto reforma (Foto: Reprodução / Marca)

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Das 35 obras de mobilidade urbana que deverão ser feitas nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, somente oito já tinham contrato para execução assinado até outubro de 2011. Dessas, apenas em quatro o primeiro desembolso havia sido feito pela Caixa Econômica Federal, enquanto três tinham licitações em andamento e 24 não haviam iniciado sequer os processos licitatórios.

No mês passado, a última informação da Caixa Econômica Federal ao Tribunal de Contas da União (TCU) reportava que, apesar de faltar apenas quatro operações pendentes de contratação, somente oito já tinham desembolso efetuado, o que equivale a 5% do total previsto.

Os dados foram revelados hoje (25) pelo ministro do TCU Valmir Campelo, responsável pela fiscalização dos recursos federais destinados à Copa do Mundo, em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados.

A Caixa é responsável por R$ 5,34 bilhões em financiamentos para os projetos da Copa, dos R$ 10,93 bilhões previstos na Matriz de Responsabilidades, documento que define as responsabilidades da União, de estados e municípios com a execução dos projetos imprescindíveis para a Copa na área de infraestrutura.

Diante da situação, Campelo disse aos membros da comissão que teme que “essas intervenções de mobilidade, se realizadas às pressas, baseiem-se em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico e, mesmo, quanto a sua viabilidade. Preocupa-nos o risco de conceber uma herança que não corresponda às reais necessidades da população ao término dos jogos”.

Segundo o ministro, para que esse legado beneficie de fato a população é necessário que as intervenções de mobilidade urbana sejam executadas dentro de um prévio, amplo e necessário planejamento urbano. “Construções a serem terminadas às pressas podem dar margem a aditivos e dispensas de licitação, justificadas por supostas urgências em face de razões alegadamente não conhecidas. Ou, ainda, a assunção, pelos cofres da União, de providências não tomadas pelos parceiros estaduais ou municipais, como ocorreu nos Jogos Panamericanos. Sem contar que obras extemporâneas, em enormes canteiros a céu aberto, no centro das metrópoles, terminarão por dificultar a mobilidades das pessoas, em um efeito inverso do almejado.”

Valmir Campelo destacou ainda questões legais envolvendo tais obras. “Se, à época do Mundial, os empreendimentos não estiverem prontos, as obras não mais se destinarão aos jogos. Os financiamentos, por sua vez, deverão ser computados no limite da dívida, o que, eventualmente, é capaz de repercutir no possível desenquadramento da operação. Se isso ocorrer, poderá haver grave óbice [obstáculo] ao fluxo de recursos. Nessa hipótese, restará uma obra milionária, inacabada e sem recursos para completá-la”, disse o ministro do TCU.

Outra consequência, segundo ele, é que, se as obras não terminarem a tempo, não poderão continuar sob o Regime Diferenciado de Contratação Pública (RDC), que flexionou os procedimentos de licitação para a Copa. A lei que instituiu o regime (Nº 12.462/11) se limita ao Mundial de Futebol e às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Por isso, o ministro sugere a retirada da Matriz de Responsabilidades da Copa das obras que “sabidamente, não têm condições de ficar prontas”.

Durante a audiência pública com Valmir Campelo, a assessoria da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados divulgou dados baseados em informações da Corregedoria-Geral da União (CGU) e dos ministério do Esporte e das Cidades. Segundo esse levantamento, do total de investimentos em mobilidade urbana para a Copa, foram contratados R$ 2,7 bilhões (22%) e executados (efetivamente utilizados) R$ 698,03 milhões (5,64%).

De acordo com a comissão, em Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Salvador e São Paulo os projetos de mobilidade urbana ainda não foram iniciados. Em Natal, Manaus e Curitiba, os trabalhos não competaram sequer 1% de execução. Do total das 34 obras previstas na Matriz de Responsabilidades, 27 (79%) foram modificadas, acarretando atraso de mais de seis meses no cronograma previsto inicialmente; 25 (73%) foram modificadas com atraso de mais de seis meses para término da obra; 24 (70%) apresentam alteração de valores e dez (29%) se mantiveram fieis ao projeto original.

Se as previsões da prefeitura de Porto Alegre se concretizarem, janeiro e fevereiro devem ser meses de novidades nas obras de mobilidade urbana da capital gaúcha. Nestes meses, o governo municipal espera concluir alguns dos projetos que integram o pacote de obras para a Copa de 2014 e lançar novas licitações.

Entre os 10 projetos incluídos na Matriz de Responsabilidade da capital gaúcha, que somam R$ 560 milhões em investimentos, duas prioridades da prefeitura podem começar a sair do papel: o prolongamento da avenida Severo Dullius e o BRT (Bus Rapid Transit).

Considerada a mais urgente das intervenções, a obra da Severo Dullius vai permitir o prolongamento da pista do aeroporto Salgado Filho, além de criar alternativas de acesso ao redor do terminal.

De acordo com Ana Pellini, coordenadora do Gabinete de Articulação Institucional (GAI) da prefeitura, o projeto deve ser entregue no início de fevereiro à Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pelo financiamento. A licitação deve ficar para o final de fevereiro, permitindo o início da obras ainda no primeiro semestre. “A Severo Dullius é a nossa prioridade número um”, diz Ana.

Ônibus
Modificadas após o anúncio da construção do metrô de Porto Alegre, que ficará pronto depois da Copa, as linhas de BRT também devem ter avanços em fevereiro. Até o final do mês que vem, a coordenadora do GAI espera finalizar os projetos.

Assim, a prefeitura espera lançar a licitação em março. O BRT da capital gaúcha envolve quatro dos 10 projetos da cidade para a Copa. Depois que o metrô foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, o projeto do BRT da avenida Assis Brasil foi cancelado para dar espaço ao metrô.

No lugar dele, a prefeitura correu para planejar o BRT da avenida João Pessoa, que vai ligar o centro ao BRT da avenida Bento Gonçalves, importante via de acesso à zona norte da cidade.

Beira-Rio
Dois projetos mais adiantados e que têm ligação direta com a Copa, a duplicação das avenidas Tronco e Beira-Rio, também devem ter novidades nos próximos dois meses.

Segundo Ana Pellini, a empresa vencedora da licitação de 50% da obra na avenida Tronco deverá ser conhecida até o final de janeiro e, se não houver contratempos, as obras podem começar ainda em março. O projeto da outra metade da duplicação deverá ser entregue à CEF em 18 de janeiro.

A duplicação da avenida Beira-Rio começou em setembro passado. A via liga a zona sul ao centro e passa em frente ao estádio escolhido para a Copa. A novidade deve ser o início das obras de uma ponte sobre o Arroio Dilúvio ainda em fevereiro. Os projetos de um viaduto e de um dos trechos da duplicação devem ser entregues à CEF entre janeiro e fevereiro.

De acordo com o cronograma original, a prefeitura esperava entregar maior parte das obras já em 2012. Mas, com alterações dos planos, os prazos passaram para dezembro de 2013.

Parte do atraso está relacionado à elaboração dos projetos, que consumiu mais tempo que o esperado inicialmente. A prefeitura firmou um convênio com o Ciergs (Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul), em outubro de 2009, para a elaboração dos projetos básicos sem custos para o poder público.

A prefeitura de Porto Alegre conseguiu junto ao governo federal um financiamento de R$ 311 milhões para as obras de mobilidade urbana da Copa na cidade.

Confirmado no último dia 31, os novos recursos representam um acréscimo de 55% em relação ao valor original das obras, que era de R$ 560 milhões segundo a Matriz de Responsabilidades, e agora passa a ser de a R$ 871 milhões.

A mudança deverá proporcionar a ampliação e o aperfeiçoamento dos projetos de mobilidade na capital gaúcha, segundo o governo municipal.

“Não houve reajuste nos custos das obras. Os novos financiamentos se referem às inclusões de itens, como ampliação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) e obras de infraestrutura”, explica o secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico de Porto Alegre, Urbano Schmitt, que chama atenção para o legado que as intervenções irão deixar para a população.

“Em todos os projetos estão incluídos ciclovias, urbanismo, paisagismo, segurança e todos os itens necessários de infraestrutura.”

Com os recursos a mais, cinco novos terminais de integração serão incorporados aos projetos dos BRTs, os corredores exclusivos de ônibus.

Os projetos dos corredores da Terceira Perimetral e da Voluntários da Pátria foram os que receberam os maiores aumentos: R$ 73,7 milhões e R$ 65,3 milhões respectivamente.

No primeiro, a construção de duas trincheiras ocasionou o acréscimo. No segundo, o corredor passará a ter estações do tipo BRT com acessibilidade universal, e não mais paradas simples, o que justifica o valor a mais.

 Dos três principais corredores exclusivos, dois (os BRTs da Protásio Alves e Bento Gonçalves) já tiveram as obras iniciadas, enquanto que o terceiro, da João Pessoa, teve a licitação já homologada e está em processo de contratação.

No caso do BRT da João Pessoa, o governo municipal explicou o aumento de R$ 32 milhões com a ampliação do trajeto e com o deslocamento de recursos do corredor da Assis Brasil, suprimido do plano da Copa para dar lugar ao metrô.

Porto Alegre também quer padronizar as estações de ônibus da cidade de acordo com o padrão BRT, mesmo aqueles que estão fora da rota dos corredores de ônibus. É o que acontecerá em projetos como o viaduto da Bento Gonçalves e o complexo da Rodoviária, nos quais o financiamento-extra do governo federal vai garantir a implantação de estações fechadas.

Importante pela proximidade com o estádio da Copa em Porto Alegre, o Beira-Rio, a duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva também caminha conforme o cronograma. Dos quatro primeiros trechos da obra, dois já foram concluídos, um está em andamento e o outro aguarda o fim do processo licitatório.

Embora a prefeitura de Porto Alegre aponte para o cumprimento no prazo de todas as intervenções, as obras na avenida Tronco, orçadas em R$ 133 milhões, ainda têm problemas relacionados à desapropriações. O município ainda avalia os imóveis escolhidos pelos moradores que têm que sair do local. Ao todo, são 1,4 mil famílias atingidas.

Com 58% das obras concluídas até aqui, a Arena Pernambuco teve seu primeiro pilar metálico da cobertura montado nesta semana.

Importado da Espanha, o pilar faz parte de um lote de 22 unidades que já está no canteiro. Ao todo, são 68 estruturas como essa que darão suporte à cobertura de 20 mil m².

A etapa seguinte é a instalação da cobertura em si, que já está pré-montada no solo. Os dez módulos serão içados com auxílio de um superguindaste.

O estádio, localizado em São Lourenço da Mata, cidade vizinha à capital Recife, vai receber cinco partidas na Copa do Mundo, além de outras três na Copa das Confederações em 2013.

Hoje 58% pronta, a arena precisa avançar 6% ao mês para ser finalizada dentro do prazo, fevereiro do ano que vem.

O custo do empreendimento é de R$ 500,2 milhões, sendo R$ 400 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Corinthians divulgou nesta quinta-feira (27) o novo índice de execução das obras da Arena Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo 2014. Após 16 meses em construção, o estádio atingiu 51% de conclusão.

Segundo a Odebrecht, construtora que está à frente dos trabalhos, as vigas e pilares dos quatro prédios da arena já estão praticamente assentados. No total, são mais de 16 mil peças.

No setor leste do estádio, todos os degraus da arquibancada foram instalados. A execução dessa etapa nos outros trechos (oeste, norte e sul) está quase concluída.

A montagem da lajes no edíficio do setor oeste continuam em andamento. O prédio terá 11 andares e irá abrigar  as áreas vip, lojas, camarotes e convenções do estádio.

A fase de acabamento também é executada em alguns setores, como banheiros e espaços reservados para lojas e lanchonetes. Além disso, as estruturas de aço que vão suportar a fachada de vidro do prédio principal é instalada por técnicos e operários. O equipamento terá 220m de comprimento por 25m de largura e estará localizado no setor oeste.

Dois dos túneis que servirão de saídas de emergência já estão praticamente concluídos, assim como a galeria subterrânea de serviço, agora em fase de acabamento.

De acordo com a Odebrecht, o guindaste que dará início à montagem da estrutura metálica da cobertura das arquibancadas entrará em operação em breve.

Até agora, a construtora realizou dois empréstimo-ponte: R$ 150 milhões do Banco do Brasil e R$ 100 milhões do Banco Santander. A Odebrecht ainda espera pelo repasse do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelos R$ 420 milhões dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), que correspondem a isenções fiscais da prefeitura paulistana para a construção da praça esportiva na zona leste da cidade.

Hoje, a Arena Corinthians conta com 2,2 mil trabalhadores, divididos em três turnos. A conclusão dos trabalhos deve ocorrer em dezembro de 2013. Seis meses depois, o local será palco de seis jogos da Copa do Mundo.

O Distrito Federal não terá o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre as obras concluídas para a Copa de 2014. O projeto foi excluído da Matriz de Responsabilidades por solicitação do Governo do Distrito Federal, segundo resolução publicada hoje (28) no Diário Oficial da União.

Antes mesmo da publicação, o governo local admitia não haver mais tempo hábil para que ficasse pronta até a Copa.

Iniciada em 2009, a obra – orçada em R$ 276,9 milhões – está parada desde abril de 2011 pela Justiça do DF devido a suspeita de fraudes durante o processo de licitação, ainda durante o governo de José Roberto Arruda.

O VLT teria uma extensão de 6,5 quilômetros para ligar o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Sul. Em seu lugar, deverá ser preparado um corredor de transporte urbano com pistas e viadutos, que darão maior agilidade ao deslocamento das delegações. O custo previsto para o corredor é de R$ 100 milhões.